El tacto de si como otro. Fundamentos perceptivos de una ética encarnada en la hermeneutica de Paul Ricœur

O toque não é um tema central da hermenêutica contemporânea. No entanto, alguns de seus intérpretes o consideram um termo chave na ética hermenêutica de Paul Ricœur (Contreras, 2011 e 2018). O presente trabalho trata do exame do toque em sua obra Soi-même comme un autre (1990). Neste texto, Ricœur usa a palavra francesa “tact” (tato) com dois significados diferentes. 1 °) Refere-se à virtude moral de “ter tato” no trato com os outros. Sugere que é uma virtude fundamental no início e no final do caminho para a sabedoria prática. 2 °) Refere-se ao sentido perceptivo do tato, graças ao qual o corpo é percebido como próprio. Por meio da percepção tátil acessamos e nos apropriamos desse fundo carnal de passividade que fundamenta sua teoria de ação e seu cumprimento ético. Agora, é possível estabelecer uma ligação entre os dois significados, ético e perceptivo? Ricœur não o faz em momento algum. Portanto, existe apenas uma relação metafórica entre o toque como virtude e o toque como significado? Ou melhor, pode ser considerado um só e mesmo toque, que, sendo sentido essencial para a vida sensível e carnal, torna tangível uma exortação ética incontornável para a vida social? Essas questões norteiam o presente trabalho que tem por objetivo elucidar os fundamentos hápticos da ética ricœuriana.

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