Foucault e a filosofia do conceito

Este artigo aborda as relações entre Foucault e a assim chamada filosofia do conceito, partindo da famosa clivagem estabelecida pelo próprio Foucault entre duas tradições do pensamento filosófico contemporâneo francês: filosofia do conceito versus filosofia do sujeito. Tal clivagem possui uma história, tendo sido proposta inicialmente por Jean Cavaillès em sua obra póstuma finalizada em 1942; adotada, em seguida, por Georges Canguilhem em sua resenha a Les mots et les choses (1966 para o livro de Foucault, 1967 para a resenha de Canguilhem); até ser, enfim, problematizada por Foucault em dois textos dedicados a Canguilhem, de 1978 e de 1984 respectivamente. Propomos que o modo de organizar os debates envolvendo a filosofia francesa contemporânea segundo essa clivagem atende a critérios não somente epistemológicos, mas sobretudo a implicações ético-políticas, em atenção à relação entre saber e poder tal como compreendida por Foucault. Isso é possível demonstrar por contraste a outras formas de organizar a mesma filosofia francesa contemporânea, como aquela proposta por Frédéric Worms com seu conceito de momentos, bem como pela apropriação que Alain Badiou lhe faz.

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